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Saúde para Todos: médica de Otorrinolaringologia defendeu tese de doutoramento

A Prof.ª Doutora Cristina Caroça, médica de Otorrinolaringologia no Hospital CUF Infante Santo, em Lisboa, que integra desde 2011 as missões médicas desta especialidade a São Tomé e Príncipe no âmbito do projeto Saúde para Todos, defendeu no dia 6 de julho de 2017, na Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa a sua tese de doutoramento sobre o contributo para o estudo de fatores epidemiológicos associados à surdez neurosensorial na população de São Tomé e Príncipe.

Este projeto de investigação, que contou com a orientação do Prof. Doutor João Paço, chefe de missão da especialidade de Otorrinolaringologia no âmbito do projeto Saúde para Todos, pretendeu não só analisar o contributo de vários fatores epidemiológicos para a surdez, como simultaneamente atuar numa vertente humanitária e de saúde pública com a formação, prevenção, assim como para uma melhor integração e adaptação da população.

Sobre a investigação:
A audição é um sentido essencial para o desenvolvimento e integração do indivíduo numa comunidade ouvinte. Este sentido interfere com a linguagem, cognição e desenvolvimento psicossocial. A surdez é responsável pelo isolamento social, profissional, baixa escolaridade e eventualmente pode levar à depressão e ao suicídio. Os países menos desenvolvidos são os que apresentam maior prevalência de surdez, na maioria das vezes desencadeada por processos infeciosos crónicos que associado à carência de cuidados de higiene e de terapêuticas adequadas pode agravar esta incapacidade. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS) estima-se que cerca de 60% das causas de surdez possam ser evitáveis. A determinação dos fatores epidemiológicos que possam estar associados à surdez é importante, mantendo-se um dos desafios importantes na medicina, com o objetivo na prevenção desta incapacidade.

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