
O Projeto Transição Verde – Turismo e Comunidades na Proteção da Biodiversidade em São Tomé e Príncipe, financiado pela União Europeia e coordenado pelo IMVF – Instituto Marquês de Valle Flôr, foi oficialmente apresentado na manhã do dia 11 de fevereiro, no auditório do Centro Cultural Português, em São Tomé.
O projeto – que intervém nas ilhas de São Tomé e do Príncipe, com a duração de 42 meses – tem como objetivo geral promover a proteção ambiental e o desenvolvimento de cadeias de valor sustentáveis, inclusivas e sensíveis ao género, e como objetivo específico a gestão e valorização melhoradas dos recursos naturais e serviços ecossistémicos pelas instituições, comunidades e operadores turísticos de São e Tomé e Príncipe.
A Embaixadora da União Europeia no Gabão, para São Tomé e Príncipe e a CEEAC, Cécile Abadie, afirmou: “Estamos muito orgulhosos de apoiar este projeto, que aborda um tema central para a União Europeia e a sua estratégia de transição ecológica, que visa a neutralidade climática, a proteção da biodiversidade e o crescimento económico sustentável para a Europa e para os nossos países parceiros, como São Tomé e Príncipe”.
Por fim, na sua intervenção, a Ministra do Ambiente, Juventude e Turismo Sustentável de São Tomé e Príncipe, Nilda da Mata, destacou que este projeto “materializa uma visão estratégica para o futuro do nosso país, onde os direitos humanos, a igualdade de género, a inclusão de jovens, a governação democrática, a participação cidadã, a sustentabilidade ambiental, a proteção da biodiversidade, o desenvolvimento económico e a inclusão social, caminham lado a lado.”, reafirmando o compromisso do Ministério do Ambiente “em acompanhar esse projeto, assegurando a sua plena coerência com as políticas públicas nacionais, com as estratégias de conservação da biodiversidade, com o desenvolvimento do turismo sustentável e com a valorização integrada no território nacional de São Tomé e Príncipe, reconhecendo o turismo como motor de crescimento sustentável, criação de emprego e proteção ambiental.”
Na sessão de abertura, a Administradora Executiva do IMVF, Carolina Quina, destacou o processo colaborativo que esteve na base da elaboração deste projeto e o diálogo contínuo e construtivo entre o Instituto e os vários atores intervenientes, referindo que o projeto “se inscreveu num caminho de cooperação construído ao longo do tempo, em estreita articulação com o Estado são-tomense, nomeadamente com o Ministério do Ambiente Juventude e Turismo Sustentável, com as comunidades locais e com os parceiros de referência: Fundação Fluta Non, Associação Roça Mundo e Fundação Príncipe”.
A apresentação das principais linhas orientadoras do Projeto Transição Verde ficou a cargo do Coordenador Local, Cristino Fonseca, e da Coordenadora Local Adjunta, Carla Solé, seguindo-se a apresentação das organizações parceiras, através dos seus representantes: Giovanna Maserati, Administradora da Fundação Fluta Non, Litoney Matos, Diretor Executivo da Fundação Príncipe e João Carlos Silva, Presidente da Associação Roça Mundo.
De salientar a intervenção da Diretora Geral de Turismo e Hotelaria, Shellita Viegas, que demonstrou o alinhamento do projeto com as prioridades do Ministério nas áreas do Ambiente, Juventude e Turismo Sustentável.
O encerramento da sessão ficou a cargo do Embaixador de Portugal em São Tomé e Príncipe, Luís Leandro da Silva, que considerou estarem “reunidos todos os ingredientes para que o Projeto Transição Verde seja um projeto de sucesso”. E referiu: “Acho que é um projeto que assenta naquilo que é uma visão moderna da cooperação para o desenvolvimento e um projeto que – agora que São Tomé e Príncipe tem a distinção de ser o primeiro país do mundo a ser Reserva Mundial da Biosfera -, está muito ligado a essa distinção, que acho que vai trazer grandes benefícios ao país e dar-lhe uma grande projeção internacional.”
A sessão terminou com um momento musical com o músico são-tomense, Guilherme de Carvalho.
O Projeto Transição Verde pretende consolidar o quadro regulamentar e os sistemas de gestão ambiental, promovendo a participação e a igualdade de género; desenvolver alternativas de rendimento para jovens e mulheres, com foco numa oferta turística sustentável e inclusiva; reforçar as competências dos operadores turísticos, promovendo práticas inclusivas e alinhadas com os direitos humanos; promover o turismo científico; valorizar o património material e imaterial do país; e promover São Tomé e Príncipe como destino de referência em turismo sustentável, destacando boas práticas e o envolvimento comunitário.
O Projeto Transição Verde – Turismo e Comunidades na Proteção da Biodiversidade em São Tomé e Príncipe é financiado pela União Europeia e coordenado e implementado pelo Instituto Marquês de Valle Flôr (IMVF) em estreita parceria com o Ministério do Ambiente, Juventude e Turismo Sustentável de São Tomé e Príncipe, e em articulação com o Ministério da Agricultura, Pescas e Desenvolvimento Rural de São Tomé e Príncipe. Tem como parceiros a Fundação Fluta Non, a Associação Roça Mundo e a Fundação Príncipe.

















