
Fonte: IPMA
A recente saturação dos solos em Portugal lembra-nos que as alterações climáticas não são fenómenos isolados: são expressão de desequilíbrios globais, com impactos locais e humanos profundos. Perante estes desafios, a Educação para o Desenvolvimento e Cidadania Global (EDCG) assume um papel central na leitura crítica da realidade e na construção de respostas coletivas.
Em articulação com a Cooperação para o Desenvolvimento e a Educação para a Cidadania, a EDCG promove a formação de cidadãos e cidadãs responsáveis, comprometidos/as com um desenvolvimento social de sociedades mais justas, equitativas, solidárias, inclusivas, sustentáveis e pacíficas, assentes no respeito pela democracia, dignidade humana, diversidade e direitos humanos.
Os princípios que a orientam — coerência, cooperação, corresponsabilidade, igualdade, justiça social, não-discriminação, equidade, participação e solidariedade — ganham hoje uma nova dimensão com a empatia: a capacidade de nos colocarmos no lugar de outras pessoas e comunidades, compreendendo as suas vulnerabilidades e transformando essa compreensão em ação, cuidado e compromisso.
Perante solos saturados, comunidades vulneráveis e um planeta em tensão, é importante não ficarmos indiferentes. Educar é também cuidar. Cuidar do território, das pessoas e do futuro comum. Em que ninguém fica para trás.
#RuralVoices2030