INCLUDE-UE

Combater a discriminação étnico-racial através do diálogo inclusivo

Áustria, Portugal, Itália, Espanha e Eslovénia

O INCLUDE-UE – Combater a discriminação étnico-racial através do diálogo inclusivo tem como objetivo combater o racismo, a xenofobia e a discriminação étnica através da educação, da participação comunitária e da cooperação em matéria de políticas públicas. O projeto reforça as competências dos atores do desenvolvimento para reconhecer, prevenir e combater a discriminação étnico-racial, promovendo simultaneamente o sentimento de pertença e a igualdade entre os jovens e as comunidades.

Implementado na Áustria, em Portugal, em Itália, em Espanha e na Eslovénia, o INCLUDE-UE estabelece práticas e partilhas entre escolas, organizações da sociedade civil, municípios e investigadores para criar um modelo transnacional de práticas inclusivas, estando alinhado ao Plano de Ação da UE contra o Racismo (2020–2025) e o Quadro Estratégico da UE relativo aos ciganos (2020-2030), ao promover a igualdade de tratamento, a participação cívica e o diálogo entre cidadãos e instituições.

 

OS NOSSOS OBJETIVOS

Em toda a União Europeia (UE), a discriminação com base na origem étnica ou na religião continua a restringir a igualdade de acesso à educação, ao emprego e à participação na vida comunitária. Embora o Plano de Ação da UE contra o Racismo (2020–2025) e o Quadro Estratégico da UE relativo aos Ciganos (2020–2030) estabeleçam quadros políticos sólidos, a sua implementação a nível local continua a ser fragmentada. O Eurobarómetro de 2023 sobre a Discriminação revela que 45 % dos europeus consideram que o racismo está generalizado, mas apenas 10 % das vítimas denunciam os incidentes, o que demonstra uma profunda falta de confiança nas instituições e a fraqueza dos mecanismos locais de sensibilização e resposta.

Os dados por país confirmam que as políticas nacionais em matéria de igualdade precisam de ser traduzidas em ações concretas a nível local.

As desigualdades de género e interseccionais continuam a ser visíveis. As mulheres migrantes nos países parceiros enfrentam barreiras sobrepostas relacionadas com a etnia, o género e as desvantagens socioeconómicas.

De modo a colmatar esta situação e alinhado com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), para que ninguém fique para trás, o INCLUDE-UE integra uma perspetiva de género e a interseccionalidade em todas as suas atividades, garantindo que, pelo menos, metade dos participantes sejam mulheres e que as mulheres ciganas e migrantes tenham prioridade em funções de facilitação e liderança.

Esta análise baseia-se em mais de 450 auscultações e contactos a partes interessadas nos cinco países (agentes educativos, organizações da sociedade civil, jovens, autoridades locais) e a organismos nacionais de promoção da igualdade. Confirma que as políticas de igualdade e de combate ao racismo só terão sucesso se se traduzirem numa educação local inclusiva, na cooperação municipal e no envolvimento sustentável da comunidade.

AS NOSSAS ATIVIDADES

Um conjunto coordenado de atividades irá envolver escolas, organizações da sociedade civil, municípios, investigadores e agentes comunitários, através do eixo de intervenção: conhecer – sensibilizar-mobilizar.

As atividades serão implementadas numa lógica de parceria e criação de sinergias entre diversos atores intervenientes na sociedade e comunidades dos países parceiros, orientadas para a inclusão da comunidade cigana, migrantes e minorias com o intuito de contribuir para o reconhecimento e identificação de diversas formas e práticas discriminatórias, combater os preconceitos e o discurso de ódio online, a promover a compreensão intercultural e a cocriar medidas práticas locais em prol da igualdade.

O NOSSO IMPACTO

O INCLUDE-UE produzirá resultados concretos nas áreas da educação, do digital e das políticas públicas dos países parceiros, ao basear-se no entendimento de que a discriminação não é apenas uma questão jurídica ou institucional, mas também educativa e relacional. O seu combate requer conhecimento, diálogo e cooperação entre indivíduos e instituições. O projeto articula, assim, três níveis de intervenção — educação, sociedade civil e governação local — num quadro integrado, onde a igualdade se torna uma prática local partilhada.

A metodologia combina aprendizagem participativa, cocriação e validação baseada em dados concretos, em que cada atividade incentiva os intervenientes nas comunidades a atuarem como cocriadores, em vez de meros destinatários. Esta abordagem garante que os resultados sejam assumidos como próprios a nível local, relevantes e sustentáveis.

Ao combinar as perspetivas da Cidadania Global, o INCLUDE-UE cria um ecossistema de aprendizagem europeu que demonstra como a diversidade de contextos pode tornar-se um ponto forte comum.

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