Representantes da sociedade civil de 20 estados-membros e representantes de produtores de banana e ananás da Colômbia, do Equador e das Ilhas Windward (Polinésia Francesa) estiveram reunidos em Berlim, entre 17 e 20 de março para o arranque oficial do projeto Fruta Tropical Justa (Make Fruit Fair), implementado em Portugal pelo IMVF.

Durante quatro dias, foram debatidas e planificadas as ações que serão desenvolvidas nos próximos três anos – período de duração do projeto – tendo sido dada especial atenção à atividade das grandes cadeias de supermercados, em termos de compra e distribuição de fruta tropical no mercado europeu, bem como à atuação dos governos dos 20 países europeus participantes neste projeto, em termos de regulação das políticas comerciais.

O objetivo do projeto Fruta Tropical Justa (Make Fruit Fair) centra-se na promoção de uma cadeia de distribuição justa e sustentável de fruta, em particular da banana e do ananás, na defesa dos direitos sociais e ambientais nos países produtores e na criação de oportunidades para que os representantes dos países produtores possam expressar as suas preocupações e encorajar novas políticas e práticas de comércio internacional.

Porquê a promoção de uma campanha europeia associada à banana e ao ananás? A banana é a fruta mais comercializada a nível mundial. Por sua vez, o comércio internacional de ananás encontra-se em rápida expansão, sendo que um em cada dois ananases produzidos destina-se a exportação. A cadeia de distribuição da banana e do ananás é muito semelhante, sendo ambos produzidos nos mesmos países e envolvendo as mesmas empresas frutícolas. A violação de critérios laborais e direitos ambientais são comuns, tanto na indústria da banana como na do ananás, estando a situação a deteriorar-se hoje em dia, na maioria dos países.

Quais as metas que os parceiros do projeto Fruta Tropical Justa (Make Fruit Fair) pretendem alcançar?

  • Que os supermercados, enquanto poderosos atores na cadeia de distribuição, paguem preços justos aos seus fornecedores;
  • Que as empresas frutícolas e os supermercados garantam o pagamento de salários decentes aos trabalhadores das plantações, que os direitos laborais sejam respeitados (incluindo a liberdade de associação a um sindicato independente) e que o ambiente seja respeitado através da redução de produtos agroquímicos tóxicos;
  • Que os governos regulem o poder de compra dos supermercados, assegurem que as empresas sejam responsáveis pelas condições de trabalho nos países produtores e apoiem políticas que incentivem a produção frutícola justa e sustentável.

Para que este projeto possa atingir as metas a que se propõe, é necessária a participação de todos os consumidores, capazes de influenciar as entidades responsáveis por tornar a cadeia de distribuição do ananás e da banana mais justa e sustentável. Porque o desenvolvimento é uma responsabilidade partilhada. Qual vai ser o seu papel?

Este projeto é financiado pela União Europeia e é implementado pelo IMVF em Portugal e por diferentes Organizações da Sociedade Civil da Roménia, Alemanha, Reino Unido, República Checa, Camarões, Alemanha, Itália, Malta, França, Colômbia, Bélgica, Áustria, Equador, São Vicente e Granadinas, Letónia, Polónia e Hungria.

Saiba mais sobre este projeto aqui.