As bananas que lentamente vão sufocando aqueles que podiam ser os trabalhadores de uma qualquer exploração desta fruta na Colômbia ou no Equador são uma metáfora para o estrangulamento que um conjunto de cadeias de supermercados impõe aos consumidores europeus e fornecedores mundiais. No fim desta cadeia, em risco, estão os trabalhadores das explorações agrícolas do setor que vêm as suas condições de trabalho agravarem-se.

As empresas de distribuição alimentar abusam do seu elevado poder de compra e ditam preços, pressionando os fornecedores a manter os custos extremamente baixos. Os agricultores não têm nenhuma garantia de que serão pagos pelo seu trabalho e são muitas vezes forçados a trabalhar durante longos períodos de tempo, com baixos salários em condições degradantes, expostos a agrotóxicos nocivos. Para que estas condições sejam alteradas, assine a petição para tornar a fruta tropical mais justa aqui.

O filme “Alguém paga sempre o preço” foi produzido pela M & C Saatchi Berlim e Mücke Mídia e será exibido nas salas de cinemas e em festivais de cinema por toda a Europa a partir de dia 8 de outubro de 2015. As filmagens tiveram o apoio da RED camera.

 

O que é que a Banana tem?

A banana é a fruta mais comercializada a nível mundial. Com mais de 1.000 variedades de bananeiras identificadas em 150 países, que produzem cerca de 105 a 120 milhões de toneladas de frutas por ano, a banana é a 8ª cultura alimentar mais importante do mundo e a 4ª mais importante nos países em desenvolvimento. Os números falam por si: 98% das bananas são cultivadas em pequenas propriedades de países em desenvolvimento e constituem um alimento básico para mais de 400 milhões de pessoas que vivem nos trópicos. Considerada uma fruta apetecível, a banana é consumida em larga escala pelos consumidores europeus, aliás, cada cidadão da União Europeia consome cerca de 9 quilos de bananas por ano. Mas será que como consumidores estamos conscientes das condições de trabalho dos trabalhadores da banana?

A realidade mostra-nos que devido à distribuição desigual de poder e riqueza dentro das cadeias globais de fornecimento, agricultores e trabalhadores do setor de frutas tropicais não recebem a sua parte justa dos lucros. Os grandes grupos de distribuição alimentar e um reduzido número de empresas frutícolas dominam o comércio de fruta tropical na Europa. Torna-se assim necessário reforçar a legislação europeia para evitar práticas comerciais injustas que violam os Direitos Humanos dos trabalhadores nos países produtores de fruta tropical.

As denúncias de violações de direitos laborais e discriminações sucessivas aos trabalhadores das plantações têm-nos chegado através dos parceiros do projeto Fruta Tropical Justa.

Enquanto consumidor/a e cidadão/a ativo na promoção dos direitos humanos temos a oportunidade de agir. Para tal, o projeto Fruta Tropical Justa propõe que:

1) Assine a petição “Fim às Práticas Comerciais Injustas” aqui.
2) Apoie aos apelos à ação aqui.
3) Compre fruta tropical mais justa

Cidadãos/as mais conscientes fazem a diferença na garantia da proteção dos Direitos Humanos glocais e na promoção de um mundo mais justo, sustentável e digno.

Ação de sensibilização em Conferência sobre o Desenvolvimento

O projeto Fruta Tropical Justa levou a cabo uma ação de sensibilização na Conferência “O Desenvolvimento Global é Realizável?”, que decorreu no dia 13 de outubro de 2015, no Museu do Oriente, durante a qual distribuiu bananas da Madeira a todos os oradores e participantes e apelou à assinatura da petição “Fim às Práticas Comerciais Injustas”, que está decorrer até dia 6 de novembro de 2015 e que defende a adoção de práticas mais justas na distribuição da fruta tropical.

O projeto Fruta Tropical Justa é um consórcio global de 19 parceiros da União Europeia, Camarões, Colômbia, Equador e Ilhas Windward e que é implementado em Portugal pelo IMVF. Saiba mais em aqui

Fonte: FAO