No dia 31 de maio de 2016, mais de 19 parceiros em 17 estados-membros vão lançar a campanha “Preparados para o jogo justo?”, no âmbito do projeto Make Fruit Fair/ Fruta Tropical Justa, implementado em Portugal pelo IMVF, com o objetivo de sensibilizar supermercados, fornecedores, produtores e consumidores de fruta tropical, como a banana e o ananás, para a adoção de uma cadeia de abastecimento justa, em que os direitos humanos de todos os envolvidos sejam equacionados e respeitados.

Do campo para a mesa é indispensável salvaguardar direitos sociais, económicos e ambientais. É na defesa do Desenvolvimento Humano Sustentável que se centra esta campanha, para a qual necessitamos do apoio de todos aqueles que acreditam que o Desenvolvimento é uma responsabilidade partilhada.

Sobre a campanha: 
De 31 de maio até 1 de outubro de 2016 vai estar a decorrer a petição “Lidl, queremos um jogo justo!” no website do projeto. Esta campanha tem como objetivo promover a justiça social em toda e para toda a cadeia de abastecimento da fruta tropical – do campo até à prateleira do supermercado. Pagar um preço justo, respeitar os direitos humanos e laborais são a chave de sucesso para uma produção sustentável.

Porquê o Lidl?
O Lidl pertence ao grupo Schwarz, um dos 5 maiores retalhistas a nível mundial e com um impacto assinalável nas cadeias de abastecimento mundial. Com presença em quase todos os países que fazem parte desta campanha, e com uma política de responsabilidade social, assumida pelos próprios, que tem como objetivo “contribuir para desenvolver um futuro que respeite o ambiente, os indivíduos e a sociedade”, o Lidl deve garantir de facto que os produtos que vende nas suas lojas contribuem para um mundo mais justo, digno e sustentável.

Preços justos?
O preço que o Lidl e outros supermercados pagam por frutas tropicais não cobre os custos reais de produção. Estes supermercados devem, pelo menos, usar o Preço Mínimo de Comércio Justo (Fairtrade Minimum Price*) como padrão base junto dos seus fornecedores. Pagar preços baixos que não cobrem os custos reais de produção significa que os trabalhadores podem ser explorados devido ao pagamento de salários baixos, insegurança no emprego ou negação dos seus direitos de negociação coletiva por melhores salários e condições de vida. Os preços baixos também podem desencorajar os empregadores a contratarem mulheres, negando-lhes igualdade de acesso a emprego, formação e promoção.

Porque devemos agir?
A promoção do Desenvolvimento só será plena quando todos os atores deste processo estiverem de facto informados e mobilizados para a mudança e para a transformação social. Devemos agir na defesa glocal dos direitos humanos, laborais, económicos, sociais e ambientais. O respeito por estas dimensões em qualquer parte do mundo significa a consolidação do processo de Desenvolvimento Sustentável. Junte-se a nós e apoie esta causa, assine a petição “Lidl, queremos um jogo justo!” aqui.

Consulte e/ou descarregue o folheto da campanha aqui.

Leia o enquadramento da campanha aqui e o resumo do estudo desenvolvido pela Oxfam Alemanha “Fruta doce, verdade amarga” (Sweet fruit, bitter truthaqui.

Saiba mais sobre o projeto Make Fruit Fair /Fruta Tropical Justa aqui.

*The Fairtrade minimum price defines the lowest possible price that a buyer of Fairtrade products must pay the producer. The minimum price is set based on a consultative process with Fairtrade farmers, workers and traders and guarantees that producer groups receive a price which covers what it costs them to grow their crop. When the market price is higher than the Fairtrade minimum price, the trader must pay the market price.