O projeto CivAct – Cidadania Europeia e Interculturalidade, implementado em Portugal pelo IMVF, apoia a iniciativa “A Travessia – Mulheres e Meninas em Busca de Refúgio”, organizada pela Associação Renovar a Mouraria, nos dias 15 e 16 de março de 2019, em Lisboa.

Esta iniciativa, que surge no contexto do projeto “NO Border”, integra dois eventos: uma sessão pública no Auditório António de Almeida Santos, na Assembleia da República, no dia 15 de março; e uma conferência internacional, no dia 16 de março, no Salão Nobre da Câmara Municipal de Lisboa.

Cátia Lopes, em representação do projeto CivAct, vai participar na conferência, no dia 16 de março, integrando o painel III sobre “Países de acolhimento e integração”, juntamente com José Moreira, diretor nacional adjunto do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), Francisca Barreiros e Ana Varela, do projeto “NO Border”, Cátia Moreira, psiquiatra com experiência na área da saúde mental da mulher refugiada e Teresa Mamede, da Unidade de Apoio à Vítima Migrante e de Discriminação da Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV).

Todos os dias, no mundo, centenas de mulheres e meninas enfrentam uma perigosa travessia, em busca de proteção e segurança. Forçadas a deslocarem-se das suas casas por razões que não controlam (conflitos armados, violações sistemáticas de direitos humanos, perseguição, catástrofes naturais, entre outros), iniciam um percurso onde os seus direitos humanos permanecem em risco.

“A Travessia” destina-se ao público em geral e vai contar com a participação de oradores nacionais e internacionais, tais como decisores políticos, académicos, profissionais e técnicos, bem como de mulheres e meninas refugiadas no nosso país. Esta iniciativa pretende ser um fórum que promova a partilha de boas práticas europeias relativas a esta população vulnerável, constituindo um espaço privilegiado de reflexão sobre as realidades enfrentadas por mulheres e meninas refugiadas e requerentes de asilo, com vista a apresentar propostas de solução concretas. Nesse sentido, revestirá particular significado a leitura das conclusões e recomendações deste evento, por uma mulher refugiada.

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