A violência, a insegurança e os conflitos armados comportam grandes custos humanos, económicos e sociais, agravam a pobreza e desigualdades e geram injustiças. Educar para a paz e promover uma cultura democrática é essencial para mobilizar toda a sociedade em torno de valores partilhados, que promovem a convivência pacífica, a colaboração e cooperação, em prol do bem-estar comum.

A paz e a democracia estão interligadas com a viabilidade e sustentabilidade dos processos de desenvolvimento, bem como à promoção de uma cidadania ativa que reforce esses processos. No entanto, as ameaças à democracia, ao espaço cívico e à atuação da sociedade civil são cada vez maiores no mundo, e a voz dos cidadãos ainda não chega a muitos centros de decisão.

As guerras e outras formas de violência têm grandes custos humanos e sociais, com impactos especificamente nas mulheres e nas crianças. A persistência de crises contribui para o aumento das necessidades humanitárias e para o deslocamento forçado, os quais atingem números recorde nos últimos anos. No entanto, a segurança humana é secundarizada face a outros interesses e o investimento em armamento supera em muito o investimento para erradicar a pobreza.

O mundo enfrenta atualmente o maior número de conflitos desde a II Guerra mundial e cerca de 2 mil milhões de pessoas, ou seja, 1/4 da humanidade, vive em países afetados por conflitos. Segundo o Índice Global da Paz, durante a última década, as condições de paz e segurança no mundo têm-se deteriorado de forma contínua. Hoje, os múltiplos conflitos mostram-nos de forma clara que é urgente falar de paz, promover a paz e agir para a paz. Para que a paz seja duradoura e inclusiva, é essencial investir na criação e consolidação de uma paz positiva, ou seja, atuando nas causas dos conflitos, através na remoção ou reformulação dos fatores que criam ou perpetuam a violência numa sociedade. A Paz é também condição básica necessária do Desenvolvimento, porque sem paz não existe segurança alimentar, acesso à educação e saúde, meios de subsistência e proteção social, nem confiança nas instituições ou coesão social. Da mesma forma, a promoção da SEGURANÇA deve passar por uma abordagem que valorize a convivência comunitária e uma cultura de resolução pacífica de conflitos, através de abordagens integradas que sejam adequadas às necessidades de cada país ou região.

Igualmente preocupante é a erosão de mecanismos democráticos e o alastramento de práticas antidemocráticas no mundo, que nos fazem temer pelo respeito pelos direitos humanos e as liberdades fundamentais, como a liberdade de imprensa e outras liberdades civis, e que se reflete num aumento das restrições ao espaço de atuação da sociedade civil em vários países, bem como numa diminuição da tolerância e aceitação dos direitos de outros grupos sociais.

E é para garantir que continuamos ativos na promoção da cidadania global, assente numa matriz de direitos humanos, que é necessário dar a conhecer este tema, para sensibilizar e mobilizar em prol da justiça social.

 

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Até abril de 2024 este é o tema central na nossa página de Instagram: @campanha_todxs. Consultem, também, a ficha de ação pedagógica, da autoria de Patrícia Magalhães Ferreira, para uma leitura crítica sobre o tema, revelando em que ponto estamos, o que está em causa e o que podemos fazer, bem como a nossa infografia.

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