Jovens 2030 assinala o início da primavera com o lançamento de uma ação de advocacia dirigida às Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) de todo o país, apelando ao reforço do seu compromisso com uma governação mais participativa, transparente e orientada para a sustentabilidade. 

Num contexto marcado pela intensificação dos fenómenos climáticos e pelos seus impactos nas comunidades, torna-se cada vez mais evidente a necessidade de transformar princípios já consagrados, como a transparência e a participação pública, em práticas consistentes e regulares de governação. Partindo da convicção de que o futuro se constrói a partir das decisões tomadas nos territórios, esta ação sublinha a importância de políticas públicas que integrem a justiça intergeracional, a participação cidadã e a responsabilidade global. 

As CCDR desempenham um papel central na articulação de políticas públicas regionais, no ordenamento do território e na implementação de estratégias de ação climática. Neste âmbito, foi apresentado um conjunto de três recomendações concretas, exequíveis e monitorizáveis para o período 2026–2027, com o objetivo de reforçar a qualidade das decisões públicas e a sua legitimidade democrática. 

Entre as propostas destacam-se a criação de um mecanismo estável de diálogo público, que promova a participação intergeracional e territorial nas decisões com impacto no uso do solo e na coesão; o reforço da comunicação ativa e do acesso à informação administrativa e ambiental; e a definição de orientações claras para o uso do solo e ordenamento do território, alinhadas com a transição climática e com os compromissos globais de sustentabilidade. 

Com esta ação de advocacia, procuramos contribuir para a construção de políticas públicas mais inclusivas, informadas e coerentes com os desafios globais, promovendo uma cidadania ativa e o envolvimento efetivo da sociedade civil nos processos de decisão. 

Acompanhe as atividades no Instagram em @jovens2030 

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