Jovens 2030

Mobilizar para agir. Da proteção dos solos à promoção da Cidadania Global

Portugal

Os jovens são frequentemente apelidados como “os líderes de amanhã”. Todavia, este “mantra” tem vindo a ser substituído por uma ênfase crescente no papel das comunidades de jovens como agentes críticos de mudança, “líderes de hoje”, do presente, estando já a contribuir para o desenvolvimento sustentável das suas comunidades e territórios.

Será que todos os jovens têm as mesmas oportunidades de acesso ao conhecimento e à mobilização desse conhecimento? A resposta é não.

São diversos os estudos e os inquéritos nacionais e europeus que mostram a existência de uma maior concentração de projetos de Educação para o Desenvolvimento e a Cidadania nas zonas urbanas. Isto não quer dizer que não exista um esforço de chegar a todos os jovens, de forma igual, mas, que temos ainda um longo caminho a percorrer.

A importância de ampliar as vozes dos jovens, sobretudo em zonas rurais, torna-se ainda mais desafiante se pensarmos na importância do tema da coesão social, que pode ser reforçada através de uma cidadania ativa e crítica.

Reconhecemos hoje que o papel dos jovens para a resolução dos principais desafios que enfrentamos é inquestionável. E são múltiplos os desafios que enfrentamos, sendo que um dos menos destacados é a degradação dos solos.

Estima-se que cerca de 95% da nossa alimentação é, direta ou indiretamente, produzida nos solos, que acolhem mais de 25% da biodiversidade do planeta e são o maior reservatório terrestre de carbono do planeta. Todavia, 40% dos solos do planeta estão degradados… mas a regeneração ainda é possível.

Com o projeto “Jovens 2030: mobilizar para agir. Da proteção dos solos à promoção da Cidadania Global” vamos partir da análise da importância do solo como recurso não renovável e das interligações entre este recurso e os temas chave da cidadania global, para ampliar o papel dos jovens na promoção do desenvolvimento sustentável.

OS NOSSOS OBJETIVOS

Com início em janeiro de 2024 e ao longo de 48 meses, procuramos reforçar o interesse e apoiar ações de jovens de zonas rurais e remotas, de 14 países europeus, sobre as interdependências globais e o desenvolvimento sustentável, a nível local e global.

Ao despertar o interesse de jovens em zonas rurais e remotas em prol do desenvolvimento sustentável, procuramos contribuir para uma melhor integração da Educação para o Desenvolvimento a Cidadania Global em contextos afastados dos centros urbanos, garantindo que “ninguém fica para trás”.

AS NOSSAS ATIVIDADES

Iremos promover um conjunto de atividades inovadoras e alinhadas aos princípios e valores da EDCG. Através de uma abordagem participativa, a ação não só sensibilizará os jovens e outros atores do desenvolvimento, mas como incentivará a compreensão crítica das interdependências, bem como o papel que assumimos e a nossa responsabilidade na promoção de um mundo justo, sustentável e digno.

Iremos privilegiar as iniciativas de educação não formal e assentar a nossa intervenção no ciclo: Mapear e Analisar – Testar – Avaliar – Adaptar e Multiplicar.

Partimos do mapeamento dos principais atores do desenvolvimento, para reforçar as nossas parcerias e assim identificar boas práticas que estejam já a ser desenvolvidas. Através da capacitação, reforçaremos o conhecimento sobre EDCG e a Agenda 2030, e iremos incentivar à criação de instalações, círculos de conversa e outras atividades que reforcem a mobilização em torno do desenvolvimento.

O NOSSO IMPACTO

Jovens em contextos rurais e remotos raramente são envolvidos em projetos de Educação para a Cidadania Global (ECG), uma vez que estes tendem a centrar-se mais em contextos urbanos. Por outro lado, os territórios rurais e remotos enfrentam diversos desafios, em particular ao nível das alterações climáticas, renovação geracional, conservação das paisagens, igualdade de oportunidades, entre outros.

Com o “Jovens 2030: mobilizar para agir. Da proteção dos solos à promoção da Cidadania Global” vamos, em parceria, e através dos princípios e práticas da EDCG, não só responder de forma intencional a este gap de acesso à EDCG em zonas rurais, mas garantir que sensibilizamos 21 milhões de jovens em zonas rurais europeias sobre as interligações entre solo, igualdade e desenvolvimento, dos quais 250 mil se irão mobilizar para um mundo mais justo, digno e sustentável.

NOTÍCIAS

Os conteúdos de todos os documento/artigos/vídeos são da exclusiva responsabilidade do IMVF e não podem, sob qualquer circunstância, ser considerados como refletindo posições da União Europeia.

 

Porque acreditamos na transparência, partilha e na ética de trabalho, a todas as organizações que se possam inspirar com este protejo e nas atividades que vamos desenvolver, agradecemos a vossa confiança. A todas pedimos que mencionem o nome do projeto na bibliografia consultada.