Depois de mais de dois meses sem abastecimento de água, milhares de habitantes da cidade de Gabú voltaram a ter acesso a este serviço essencial. A retoma do fornecimento foi possível graças à entrada em funcionamento do novo sistema fotovoltaico instalado no furo de Bada, no âmbito do projeto Nô Sidadi, Nô Futuru.

Com a instalação de um sistema de energia solar, o abastecimento de água passou a ser assegurado através de uma solução mais sustentável, eficiente e resiliente, eliminando a dependência de combustível e reduzindo significativamente o risco de interrupção da água.

Com capacidade para bombear cerca de 13 metros cúbicos de água por hora utilizando exclusivamente energia solar, a nova infraestrutura alimenta o principal reservatório da cidade, contribuindo para uma maior regularidade no abastecimento e para a redução dos custos operacionais do sistema.

Antes da entrada em funcionamento, a coordenação do projeto validou a conformidade técnica da instalação e autorizou o início da operação. Este momento assinalou a conclusão de uma intervenção considerada determinante para reforçar o acesso à água numa das principais cidades do leste da Guiné-Bissau.

O regresso da água foi celebrado pela comunidade num momento carregado de simbolismo. Numa cerimónia realizada junto às infraestruturas do sistema, procedeu-se assim à abertura solene da válvula de água, assinalando o restabelecimento do abastecimento à população.

Paralelamente, mantém-se os trabalhos de instalação de um segundo sistema fotovoltaico no furo de Doubala, que permitirá reforçar a capacidade de produção e distribuição de água para a cidade.

No âmbito do Plano de Envolvimento das Partes Interessadas (PEPI), foram organizadas visitas comunitárias às duas infraestruturas, envolvendo representantes das comunidades locais, autoridades regionais, instituições dos setores da água e energia, organizações da sociedade civil e outros atores relevantes.

Estas visitas permitiram aos participantes conhecer de perto os investimentos realizados, compreender o funcionamento dos sistemas solares instalados e acompanhar a evolução das obras. As equipas técnicas apresentaram as diferentes componentes das infraestruturas, explicaram os benefícios esperados para o abastecimento de água e responderam às questões colocadas.

As visitas incluíram ainda momentos de diálogo e partilha, durante os quais foram recolhidas preocupações, sugestões e expectativas das comunidades relativamente aos investimentos em curso. Esta abordagem participativa procura reforçar o envolvimento das populações e promover a apropriação local das infraestruturas, contribuindo para a sua sustentabilidade a longo prazo.

As intervenções integram-se no projeto Nô Sidadi, Nô Futuru, financiado pela CEDEAO (Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental), através do BMZ (Bundesministerium für wirtschaftliche Zusammenarbeit und Entwicklung) e do KfW Development Bank, e implementado pelo IMVF, com assistência técnica do GFA Consulting Group.

 

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