Teve início no dia 15 de janeiro de 2018 o primeiro módulo da formação sobre Intervenções de Alto Impacto (IAI), em 10 das 11 regiões sanitárias da Guiné-Bissau (Cacheu, Bafatá, Gabú, Quinara, Tombali, Oio, Farim, Biombo, Bissau e Bolamba). Este é o primeiro de 6 módulos que serão promovidos no âmbito do Programa Integrado para a Redução da Mortalidade Materna e Infantil (PIMI II) na Guiné-Bissau.

Os objetivos deste primeiro módulo de formação são reforçar conhecimentos teórico-práticos sobre vigilância materna, parto, puerpério e PF contribuindo para a identificação de risco obstétrico, prevenção de complicações e diminuição da mortalidade materna; e atualizar conhecimentos sobre atenção à criança que contribuam para a promoção do crescimento da criança, físico, intelectual e afetivo e o acesso a cuidados básicos de saúde.

Para além destas formações serão também ministradas formações nos domínios dos Cuidados de Urgência em Obstetrícia e Neonatologia Básica e Complementar (CONUB/CONUC), Ecografia Obstétrica, Anestesia e Hematologia (Operacionalização de Bancos de Sangue).

Estas formações são ministradas pela equipa clínica do IMVF e destinam-se a cerca de 200 médicos e enfermeiros que prestam assistência em Obstetrícia e Neonatologia nas áreas sanitárias e nos hospitais regionais guineenses. Os módulos II e II vão decorrer em fevereiro e março de 2018.

O que são as IAI?
As Intervenções de Alto Impacto (IAI) são um conjunto de intervenções com impacto comprovado na redução da mortalidade materno-infantil, conforme previsto no Plano Operacional de Passagem à Escala Nacional das Intervenções de Alto Impacto relativamente à redução da mortalidade materna e infantil na Guiné-Bissau (POPEN), documento estratégico e orientador para os intervenientes no domínio da saúde materno-infantil na Guiné-Bissau.

Sobre o projeto
O Programa Integrado para a Redução da Mortalidade Materna e Infantil (PIMI II) na Guiné-Bissau tem como objetivos contribuir para a redução das mortalidades materna, neonatal e infantojuvenil na Guiné-Bissau e, em particular, para o alcance das metas traçadas nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), e assegurar um melhor acesso a cuidados de saúde de qualidade a mulheres grávidas e puérperas (até 45 dias após o parto) e crianças até aos 5 anos na Guiné-Bissau.

A Guiné-Bissau apresenta indicadores particularmente alarmantes ao nível da saúde materna e infantil, registando taxas de mortalidades materna e infantil das mais elevadas do mundo. Neste contexto, cabe ao IMVF cobrir as necessidades formativas em várias valências e assistenciais num universo nacional de 132 hospitais regionais e centros de saúde, assegurando também a disponibilização e distribuição de medicamentos essenciais, equipamentos e consumíveis médicos e garantindo, ainda, a realização de reabilitações e manutenções nas infraestruturas dos hospitais e centros de saúde do país.

O programa beneficia diretamente cerca de 200 mil crianças menores de 5 anos, cerca de 300 mil mulheres em idade fértil e 70 mil mulheres grávidas, e 950 profissionais de saúde das 117 áreas sanitárias do país. A ação beneficiará indiretamente a totalidade da população da Guiné-Bissau (1.565.815 habitantes).

A componente a cargo do IMVF neste projeto tem um orçamento de 8 milhões de euros e é financiada a 90% pela União Europeia contando, ainda, com o apoio do Camões – Instituto da Cooperação e da Língua I.P.

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