
O Djuntu ku Empreendedor Jovem (DkEJ) deu um passo decisivo no apoio ao empreendedorismo e ao desenvolvimento comunitário na Guiné-Bissau. Ao longo dos dias 11, 12, 13 e 20 de maio, foram formalizados 21 contratos de subvenção com jovens empreendedores dos setores de Contuboel, Pitche e Farim.
Este marco assinala o início oficial da implementação de projetos de áreas como o comércio de produtos de primeira necessidade ou carpintaria, que prometem dinamizar o tecido empresarial rural. No total, a iniciativa vai investir mais de 40.000.000 de Francos CFA (60.979 euros) diretamente nos negócios liderados por jovens.
O momento da assinatura contou com a representação dos membros dos governos regionais, dos chefes de tabancas, da equipa da Organização Internacional para as Migrações (OIM), da equipa técnica do DkEJ e, centralmente, dos jovens beneficiários. Além da assinatura dos documentos, as sessões de informação serviram para esclarecer direitos, deveres e condições contratuais, consolidando o compromisso mútuo entre os empreendedores e as respetivas comunidades.
Os 21 projetos aprovados cobrem uma vasta gama de atividades económicas, refletindo as necessidades e o potencial de cada região:
- Contuboel (8 contratos): Focados em comércio e serviços, incluindo 4 projetos de venda de produtos de primeira necessidade, 1 de transformação de produtos agrícolas, 1 de venda de roupas, 1 de cibercafé e 1 de venda de insumos agrícolas.
- Pitche (5 contratos): Projetos distribuídos pelas áreas de carpintaria, venda de produtos de primeira necessidade, venda de plásticos, transporte interurbano e criação de gado.
- Farim (8 contratos): Uma seleção diversificada que abrange a produção e venda de sabão natural, venda de produtos de primeira necessidade, venda de acessórios eletrónicos, costura, tratamento de beleza, reprografia, restauração e o acabamento da construção de um restaurante e bar.
Paralelamente às assinaturas, cerca de 41 jovens empreendedores participaram na sessão de capacitação focada na gestão de contratos, garantindo que dispõem das ferramentas necessárias para gerir os fundos de forma eficiente e sustentável.
O sucesso na estruturação destas propostas deve-se à aplicação do Método Djuntu, uma abordagem inovadora desenvolvida pelo IMVF. Esta metodologia permite que jovens em contextos rurais, mesmo sem experiência prévia na elaboração de planos de negócio, consigam desenhar propostas consistentes, robustas e com a qualidade necessária, aumentando significativamente as suas perspetivas de sucesso no mercado.
A Iniciativa Djuntu ku Empreendedor Jovem é implementada pelo Instituto Marquês de Valle Flôr (IMVF), com financiamento da Organização Internacional para as Migrações (OIM) e da AICS – Agenzia Italiana per la Cooperazione allo Sviluppo, focando-se na promoção do empreendedorismo jovem e no fortalecimento das economias locais na Guiné-Bissau.













































































