A Adida para a Cooperação da Embaixada de Portugal em São Tomé, Paula Pereira, juntamente com a Assessora da Cooperação, Jéssica Bastos, acompanharam algumas atividades do Projeto Nossa Terra – Nosso Futuro, financiado pelo Camões, I.P., nas fileiras do coco e cacau e na vertente de empreendedorismo.

A visita começou no Centro de Aperfeiçoamento Técnico Agro-Pecuário (CATAP), onde foi possível ver o viveiro de coco com 7 diferentes variedades melhoradas provenientes do Gana (no âmbito do memorando de entendimento estabelecido entre o IMVF, o Ministério da Agricultura, Pescas e Desenvolvimento Rural de São Tomé e Príncipe e o CSIR – Council for Scientific and Industrial Research). O já instalou 27 viveiros, entregando todas as sementes recebidas (cerca de 14.000) aos beneficiários selecionados mediante concurso público (empresas, cooperativas e produtores individuais). Três destes viveiros reúnem todas as variedades importadas – cinco destinadas à água de coco e duas ao óleo – que serão posteriormente transplantadas para 3 bancos de germoplasma que serão instalados em São Tomé (2) e na Região Autónoma do Príncipe (1). As sementes produzidas nestes locais servirão futuramente para propagação e investigação científica no âmbito da fileira do coco.

Nas instalações do CATAP foi também possível visitar a sala destinada ao “secretariado permanente comum” para os agrupamentos dos produtores de cacau, pimenta e café no âmbito das Indicações Geográficas (IG). O objetivo é dar condições de funcionalidade ao secretariado permitindo desenvolver atividades como o controlo interno, elo de contacto entre os agrupamentos / União Europeia e o Serviço Nacional da Propriedade Intelectual e Qualidade de São Tomé e Príncipe (SENAPIQ), e todas as ações que visem a promoção das IG a nível nacional e internacional.

Seguiu-se a visita à infraestrutura de produção de búzios da terra biológicos da empresa Búzios AJ, em Obô Longo, cujo negócio inicialmente apoiado no âmbito do PAFAE, continua a ser acompanhado e reforçado pelo Projeto Nossa Terra – Nosso Futuro, no âmbito do qual se fez a entrega oficial de uma motorizada à empreendedora Admilza Rodríguez, adquirida com apoio do Projeto, que irá contribuir para dinamizar e expandir a sua atividade. No total, o Projeto Nossa Terra – Nosso Futuro apoia atualmente 7 negócios de empreendedores a nível nacional (São Tomé e Região Autónoma do Príncipe).

Por fim, em Monte Belo, foi possível visitar a Associação de Produtores de Cacau de Qualidade, integrada na Cooperativa de Exportação de Cacau de Qualidade (CECAQ-11), que se destaca pela sua robusta organização administrativa e forte liderança associativa. Foi também assinado o contrato entre a AMVF, através do Projeto Nossa Terra – Nosso Futuro, e a Associação com vista à melhoria das infraestruturas de processamento para recolha e valorização da goma de cacau para produção de vinagre de cacau e impulsionar a sua comercialização e valorização como produto de alta qualidade. Esta associação e as atividades que têm vindo a desenvolver têm ainda um grande potencial de serem incorporadas às rotas de agroturismo, atraindo tanto visitantes quanto consumidores interessados em produtos nacionais exclusivos. No âmbito da visita foi ainda possível acompanhar uma formação em boas práticas agrícolas de enxertia de cacaueiros que teve como objetivo capacitar os jovens da comunidade nesta técnica, favorecendo, assim, acelerar a entrada em produção e aumentar a produtividade das plantas de cacau.

A Adida para a Cooperação da Embaixada de Portugal em São Tomé, Paula Pereira, teceu elogios ao trabalho da equipa do Projeto e ao empenho de todos os beneficiários envolvidos nas atividades, evidenciando a satisfação da Cooperação Portuguesa em financiar projetos bem-sucedidos como é o Projeto Nossa Terra – Nosso Futuro.

Projeto Nossa Terra – Nosso Futuro é financiado pelo Camões, I.P., implementado pela AMVF – Associação Marquês de Valle Flôr com o apoio do IMVF – Instituto Marquês de Valle Flôr, em estreita parceria com o Ministério da Agricultura, Pescas e Desenvolvimento Rural de São Tomé e Príncipe e tem como objetivos específicos consolidar as fileiras de exportação, através da implementação de boas práticas agroecológicas, do reconhecimento dos produtos são-tomenses no mercado, e da inclusão do agroturismo para diversificação do rendimento das famílias dos agricultores.

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