A inauguração da biblioteca comunitária em Fonte Arcada não deixa margem para dúvidas de que os livros se tornam um ponto de encontro para o diálogo, a partilha de experiências e a descoberta de diferentes culturas e realidades. Através de histórias que abordam temas como a igualdade, a sustentabilidade, os direitos humanos, a inclusão ou a diversidade cultural, os leitores, sobretudo os mais jovens, compreendem que os desafios das suas comunidades estão ligados a questões que afetam pessoas em todo o mundo.

Inaugurada a 27 de junho, no âmbito do “Jovens 2030 | Rural Voices 2030”, a biblioteca comunitária vai permitir que os jovens desenvolvam pensamento crítico, criatividade e capacidade de participação, valorizando simultaneamente a identidade local e a abertura ao mundo.

É, sobretudo, em contextos não formais, que a leitura se torna uma experiência mais participativa, incentivando os jovens a debater ideias, relacionar temas globais com a realidade da sua comunidade e encontrar formas de contribuir para soluções coletivas.

Ao ligar o local ao global, os livros ajudam os jovens dos meios rurais a reconhecer que as suas vozes e ações têm impacto.

Foi precisamente este reforço de conhecimento e aprendizagem que foi enaltecido pelo executivo municipal de Sernancelhe. Nas palavras do senhor Presidente da Câmara de Sernancelhe, Carlos Ramos dos Santos “saudamos estas iniciativas que reforçam o conhecimento e que valorizam a identidade do território .”

Já  Mariana Rebelo, da Associação A d’Arcada , relembrou os desafios do restauro desta biblioteca comunitária , que “é um verdadeiro ato de transformação e sustentabilidade , confiando que este espaço vai permitir que a comunidade se envolva na dinamização da biblioteca, e que possa ser um espaço de convívio e de saber para os mais jovens.”

 

A literatura como fonte de expressão

Convidada para apresentar esta biblioteca à comunidade , a escritora Elisabete Bárbara reforçou junto dos mais de 200 participantesesta iniciativa é uma prova de amor à terra e às pessoas (…) aproximar a terra, a literatura e a arte como fonte inesgotável da nossa  humanidade comum.  As obras desta biblioteca vão permitir aumentar o conhecimento dos moradores locais, sobretudo dos mais jovens.  A literatura é uma fonte de expressão e de humanidade. A literatura é também uma manifestação do interior, da nossa força. Parabéns aos jovens da Associação.  Que esta  iniciativa seja o motor de arranque para outras iniciativas.

 

Também Sandra Lopes da Biblioteca Municipal de Sernancelhe congratulou a Associação A d’Arcada pela iniciativa e apresentou o momento de assinatura do ato de entrega de 23 livros , cedidos pelo Município de Sernancelhe à biblioteca comunitária.

Ato de entrega dos livros

A coordenadora da Unidade de Cidadania Global do IMVF, Ana Isabel Castanheira, relembrou a importância dos projetos de EDCG para a mobilização dos jovens para uma cidadania global ativa e transformadora, defendendo que estas parcerias não dão voz aos jovens, porque os jovens já têm voz, mas amplificam o seu espaço de intervenção, e que permitem o reforço de iniciativas com impacto nas comunidades.

Após a inauguração da biblioteca comunitária , seguiu-se o lançamento do projeto itinerário de memórias, que pode ser visto no canal de Youtube A d’Arcada.

E é precisamente no reforço e na promoção da EDCG , que através  do projeto Jovens 2030. Mobilizar para agir, o IMVF e um conjunto alargado de parceiros , se encontram a desenvolver um conjunto de competências que favoreçam uma cidadania global ativa, crítica e participativa.

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