
O projeto Boa Governação promoveu uma formação sobre o Sistema de Informação de Planos e Projetos (SIPP), uma plataforma que permite consultar os planos de desenvolvimento, acompanhar projetos em curso e conhecer as entidades responsáveis pelas diferentes ações.
Entre 1 e 3 de setembro, 26 técnicos de instituições parceiras do projeto Boa Governação participaram, em Bissau, numa formação sobre a utilização do Sistema de Informação de Planos e Projetos (SIPP). A atividade teve como objetivo reforçar as competências dos participantes para utilizar a plataforma de forma autónoma, nomeadamente para introduzir, atualizar e consultar informação sobre os planos e projetos de desenvolvimento.
A formação reuniu delegados de plano das regiões, secretários regionais e representantes de organizações da sociedade civil, num total de 21 homens e 5 mulheres. Ao longo de três dias, os participantes conheceram as funcionalidades da plataforma, os diferentes níveis de acesso e as ferramentas disponíveis para consultar e gerir informação.
As sessões incluíram exercícios práticos de registo e edição de organizações, iniciativas e planos, com recurso a dados das regiões, bem como a consulta dos respetivos Planos de Desenvolvimento. Os participantes tiveram ainda oportunidade de compreender as diferenças entre a área pública do SIPP e a área reservada aos gestores.
O Sistema de Informação de Planos e Projetos permite reunir informação sobre os investimentos realizados nas regiões, as entidades responsáveis e os montantes envolvidos. A plataforma foi também concebida para simplificar a elaboração dos relatórios de execução dos Planos de Desenvolvimento.
Segundo o formador, Lucínio Cabral, o SIPP constitui um espaço digital que permite conhecer, de forma abrangente, o que acontece nas diferentes regiões do país.
A plataforma está acessível a todos os cidadãos, que podem consultar os Planos de Desenvolvimento das suas regiões, conhecer os projetos em curso e identificar as organizações envolvidas. A introdução e alteração de informação estão, contudo, reservadas aos delegados de plano, secretários regionais e representantes das organizações da sociedade civil devidamente autorizados.
Esta distinção entre consulta pública e gestão da informação permite disponibilizar os dados à população, assegurando simultaneamente que a atualização da plataforma é realizada pelos utilizadores autorizados.
Mais capacidade para acompanhar os projetos no terreno
Para os participantes, a formação representa uma oportunidade de melhorar o acompanhamento das iniciativas de desenvolvimento e reforçar a coordenação entre as entidades que trabalham nas regiões.
Roberto Honório Tambá, secretário regional de Cacheu, destacou a utilidade da plataforma para acompanhar as ações das organizações parceiras e evitar a duplicação de iniciativas no terreno.
«Esta formação vai ajudar-me a realizar o trabalho na região e a ter um controlo efetivo das ações dos nossos parceiros. Esta plataforma é eficaz e representa uma inovação que nos permitirá implementar os Programas de Desenvolvimento Regional, pois a nossa maior preocupação era garantir o controlo efetivo dos nossos parceiros para evitar a duplicidade de ações no terreno», afirmou.
Também Vália Sillá Gomes Correia, diretora regional de Plano Estatístico de Quínara, salientou a importância de passar a dispor de uma plataforma que permita consultar a informação sobre as atividades desenvolvidas nas regiões.
«Não havia uma plataforma que permitisse visualizar todas as atividades desenvolvidas nas regiões. No entanto, o SIPP proporcionar-nos-á uma visão geral sobre tudo o que está a acontecer, facilitando o nosso trabalho», referiu.
A responsável destacou ainda o valor da plataforma enquanto ferramenta de trabalho e a importância de assegurar que os relatórios apresentados assentam em dados concretos.
Por sua vez, Agostinho Có, técnico do Ministério da Economia, Plano e Integração Regional, considerou a formação importante para reforçar o acompanhamento das iniciativas e dos projetos a implementar nas regiões.
Os testemunhos dos participantes evidenciam a relevância atribuída ao SIPP enquanto instrumento de apoio ao trabalho quotidiano, permitindo reunir informação sobre os projetos e facilitar o acompanhamento das ações desenvolvidas pelas diferentes entidades.
A formação contou também com a participação de representantes dos ministérios da Administração Territorial e Poder Local, da Economia, Plano e Integração Regional e dos Negócios Estrangeiros, Cooperação Internacional e das Comunidades, enquanto entidades governamentais parceiras do projeto Boa Governação.
O projeto Boa Governação, dedicado ao fortalecimento das organizações da sociedade civil para a boa governação e o desenvolvimento na Guiné-Bissau, decorre entre 2024 e 2027 e abrange cinco cidades: Bafatá, Gabú, Canchungo, Buba e Bolama. É financiado pela União Europeia e cofinanciado pelo Camões, Instituto da Cooperação e da Língua.

