Os projetos São Tomé: Governança Alimentar Nó pui asas pa dizinvolvimentu – Fase II, em São Tomé e Príncipe e na Guiné-Bissau, respetivamente tiveram início em janeiro de 2019 e são ambos implementados pelo IMVF em parceria com organizações locais, e cofinanciados pela União Europeia. 

O projeto São Tomé: Governança Alimentar pretende contribuir para a segurança alimentar e nutricional e para o desenvolvimento sustentável de São Tomé e Príncipe, através do reforço e empoderamento da sociedade civil. Serão valorizadas, através de ações transversais e incluindo múltiplos atores da sociedade civil, 4 vertentes principais: o Direito Humano à Alimentação e Nutrição Adequadas (DHANA); os Direitos das Mulheres Rurais; os Sistemas Importantes do Património Agrícola Mundial (SIPAM) e a Nutrição Adequada via Programas de Alimentação Escolar.

Vai beneficiar de forma direta 30 dirigentes técnicos das organizações da sociedade civil; 20 dirigentes e técnicos das cooperativas agrícolas e das organizações de agricultores familiares; 30 agricultores, pescadores artesanais e extrativistas (particularmente jovens e mulheres); 46 dirigentes e quadros técnicos da administração pública nacional e da Região Autónoma do Príncipe nos setores da segurança alimentar e nutricional, e indiretamente cerca de 50 000 pessoas em condição de pobreza (maioritariamente mulheres rurais) e a população residente em São Tomé e príncipe (cerca de 179.000, dos quais cerca de 50 % são mulheres).

O projeto decorre até dezembro de 2021 e é implementado em parceria com a ACTUAR-ACD – Associação para a Cooperação e o Desenvolvimento e a ADAPPA – Associação para o Desenvolvimento Agropecuário e Proteção do Ambiente. 

O projeto Nó pui asas pa dizinvolvimentu – Fase II, implementado nas regiões de Cacheu, Oio, Biombo, Setor Autónomo de Bissau, Gabu e Bafatá, na Guiné-Bissau visa contribuir para o desenvolvimento da fileira avícola na Guiné-Bissau, criando oportunidades de desenvolvimento socioeconómico. Este projeto compreende a continuação dos projetos anteriores, financiados pela União Europeia, designadamente: “Nó pui asas pa disinvolvimentu – Promoção da fileira avícola na Guiné-Bissau” e “Nô Fia na Crias – Sistema Integrado Cooperativo e Comunitário de Produção Avícola, Caprina e Derivados para a Região de Cacheu” (este último implementado pelo IMVF entre julho de 2015 a outubro de 2018). Ambos tiveram como objetivo contribuir para a segurança alimentar e nutricional nas regiões-alvo, na Guiné-Bissau, através do fornecimento de alimentos de fonte animal (frangos e ovos). Cada projeto promoveu a criação e o desenvolvimento de uma empresa avícola social: CEDAVES e Piu Piu Awara. Este projeto, para além de apoiar o desenvolvimento destas empresas, vai apoiar novos avicultores, bem como contribuir para a dinamização de serviços complementares aos criadores e para a fileira avícola (associativismo entre avicultores; rede de paraveterinários; formação; cuidados sanitários; rede de farmácias paraveterinárias, etc.).

Vai beneficiar de forma direta micro, pequenas e médias empresas locais de caráter comunitário ou familiar; profissionais da área avícola (indivíduos, empresas e associações); centros de produção de insumos e seus associados (universidades, centros de pesquisa; produtores agrícolas, etc.); técnicos das instituições estatais envolvidas; e veterinários e paraveterinários, e indiretamente, a população das regiões-alvo da ação, em particular mulheres. 

O projeto decorre até dezembro de 2023 e é implementado em parceria com a ONG italiana Mani Tese, a ONG guineense Asas do Socorro, a Universidade de Turim e a Escola Superior Agrária do Instituto Politécnico de Bragança, enquanto entidade associada. 

Atualmente, o IMVF tem em curso 19 projetos em diferentes geografias, intervindo nas áreas de Saúde, Educação, Desenvolvimento Rural e Segurança Alimentar, Autarquias e Poder Local, Ambiente e Sustentabilidade, Sociedade Civil, Cidadania Global, Migrações, Pós-Conflito e Ação Humanitária e Estudos Estratégicos e do Desenvolvimento.

Foto exterior: UN Photos