No âmbito do projeto PAS – Políticas Agroalimentares Sustentáveis, decorreu, no dia 30 de dezembro de 2020, a apresentação oficial dos websites da Rede da Sociedade Civil para Segurança Alimentar e Nutricional de São Tomé e Príncipe (RESCSAN-STP) e da Associação para o Desenvolvimento Agropecuário e Proteção do Ambiente (ADAPPA).

Esta sessão foi realizada em formato presencial e online, contando com a participação de 16 personalidades ligadas à sociedade civil (12 em sala e 4 em videoconferência), desde logo os associados da RESCSAN-STP e ADAPPA.

O projeto PAS tem como principal objetivo contribuir para a segurança alimentar e nutricional e para o desenvolvimento sustentável de São Tomé e Príncipe, através do reforço e empoderamento da sociedade civil. Em particular, visa a ampliação e o fortalecimento da RESCSAN-STP.

A RESCSAN-STP é uma plataforma de diálogo que pretende contribuir para alcançar a segurança e soberania alimentar e nutricional em São Tomé e Príncipe, criada em 2008, e que congrega os esforços e as vontades de 20 entidades com ligação a estes setores. Até 2020, a RESCSAN-STP existia de forma informal, não se distinguindo das suas associadas. Assim, o projeto PAS apoiou a criação de um logótipo para identificação da Rede, a produção de um folheto institucional para a promover as suas atividades e contribuir para uma maior interação entre o governo são-tomense e a sociedade civil, de forma a aumentar a transparência nos processos de decisão e o número de atores envolvidos, bem como para permitir uma maior coerência nas políticas públicas.

A RESCSAN-STP apoia a participação de representantes da sociedade civil para que estes possam ser o porta-voz dos grupos vulneráveis, contribuindo para a melhoria dos programas públicos. Consulte a secção “O que fazemos” no website da RESCSAN-STP.

Porém, faltava digitalizar a Rede, isto é, permitir que o processo de interações e transações humanas, com governos, negócios e entre pessoas para o acesso a informação, ideias, bens e serviços decorresse usando a Internet ou tecnologias e serviços baseados na Internet. A União Europeia introduziu a palavra “Digitalização” como umas das prioridades do novo Instrumento de Vizinhança Desenvolvimento e Cooperação Internacional (NDICI) para o período de 2021-2027. Nesse sentido, o Governo Português no âmbito da 4.ª Presidência portuguesa do Conselho da União Europeia, que decorre no 1.º semestre deste ano, definiu como linhas de ação acelerar a transformação digital ao serviço dos cidadãos e empresas.

Veja o teaser do vídeo da sessão de apresentação dos websites.

Os websites da RESCSAN-STP e ADAPPA, parceiro local que implementa o projeto PAS em parceria com o IMVF e a ACTUAR – Associação para a Cooperação e o Desenvolvimento, pretendem contribuir para que as pessoas e associações locais e internacionais tenham acesso a informação e ideias que promovam o agronegócio agroecológico, a advocacia social em prol da agricultura familiar e o direito humano à alimentação adequada, a participação dos cidadãos nas políticas públicas, contribuindo para a prossecução dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

A Alimentação e a Agricultura contribuem para o alcance dos 17 ODS e para as suas respetivas metas. Ver infografia.

“Para nós, este website é uma peça angular para a ADAPPA, mas também para a RESCSAN-STP, que nos permite interagir com terceiros. Hoje a comunicação é fundamental para nós. Na rádio e TV as notícias passam e nem sempre temos registos. Mas no website os registos permanecem e pode ser sempre alimentado com vídeos, fotografias e eventos que vão acontecendo na vida das nossas organizações.”

Carlos Tavares, membro do conselho de administração da ADAPPA

Celso Garrido, representante do Ministério de Agricultura de São Tomé e Príncipe, referiu que a RESCSAN-STP surgiu através dos primeiros contactos com a Conselho Nacional de Segurança Alimentar do Brasil (CONSEA). A Comunidade dos Países de Língua Oficial Portuguesa (CPLP) promoveu um encontro, em 2007, em Fortaleza, no Brasil e a sociedade civil são-tomense foi convidada a participar. Daí surgiu a ideia de se criar uma rede de segurança alimentar e nutricional ao nível de cada um dos países da CPLP. O IMVF, no quadro do projeto PDSA-STP, ajudou a lançar a RESCSAN-STP oficialmente com o apoio da ACTUAR.

“Nem todas as pessoas estavam disponíveis para o fazer, mas com o apoio de parceiros como a União Europeia, o IMVF, a ATUAR, entre outros, fomos um grupo que assumimos esta responsabilidade voluntariamente. E hoje a Rede é conhecida por todos os atores da sociedade civil são-tomense. Este website vai dar mais visibilidade aos nossos trabalhos.”

Celso Garrido

“A RESCSAN – todos os que lá vão dizem isto – montou um bom centro de recursos para que todos os que lá vão possam obter informações que os ajude a mudar a forma de pensar das ONG que até hoje ficam metidas na sua concha”. “É este Ferrari (o website) que precisamos de alimentar”.

“Sinto-me muito emocionado porque são 2 grandes momentos, a ADAPPA e a RESCSAN-STP”. A ADAPPA foi quem abraçou a RESCSAN-STP juntamente com outras 5 entidades no início. Sinto-me muito satisfeito, é das maiores prendas que tive, é como ter 2 sonhos realizados, muito obrigado.”

Celso Garrido

João Monteiro, coordenador de projetos do IMVF, refere que a outra parte da digitalização passa pelas digital skills, ou seja, a ”capacitação dos atores locais para o digital”. Assim:

“O projeto PAS apoiará a formação dos membros das associações para a gestão dos 2 websites. Tudo o que é do projeto PAS deve estar plasmado e refletido no website da RESCSAN-STP, será o porta-voz do projeto”.

“Este sessão foi a primeira etapa no longo caminho de divulgação do papel desta Rede e dos atores locais”.

João Monteiro

Por fim, Carlos Tavares deseja que:

“Continuemos a trilhar novos caminhos para o desenvolvimento das nossas organizações, das nossas gentes, continuando a caminhar juntos”.

Veja o vídeo completo da sessão de apresentação dos websites.

O projeto PAS – Políticas Agroalimentares Sustentáveis é Implementado, desde janeiro de 2019, pelo IMVF em parceria com a ACTUAR e a ADAPPA e conta com o financiamento da União Europeia e do Camões, I.P.

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